Temer admite pela primeira vez que pode tentar a reeleição

Temer admite pela primeira vez que pode tentar a reeleição

Apesar de ter negado por mais de uma ocasião que poderia se candidatar à reeleição no pleito de 2018, o atual presidente da República Michel #Temer parece que está mudando de ideia. Nesta

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Apesar de ter negado por mais de uma ocasião que poderia se candidatar à reeleição no pleito de 2018, o atual presidente da República Michel #Temer parece que está mudando de ideia. Nesta terça-feira, 20, na saída de um almoço com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, o peemedebista admitiu pela primeira vez que pode, sim, se tornar candidato para a disputa marcada para o segundo semestre de 2018.

Em sua curtíssima declaração à imprensa sobre o tema, Temer não foi claro e manteve o tom de mistério, mas deixou no ar a possibilidade de se candidatar e evitou descartar como já fizera no passado. "Não é improvável, mas eu ainda não decidi.

O tempo dirá. Utilizarei o tempo legal", destacou.

A favor do presidente está a questão do tempo para decidir sobre a candidatura. Ao contrário dos demais candidatos, que precisam deixar de exercer seus cargos no Executivo até o dia 7 de abril, Temer não precisa se licenciar da presidência e pode tomar uma decisão final até meados de agosto, quando os partidos precisam oficialmente definir os seus candidatos e suas chapas.

Da base governista, duas pré-candidaturas confrontariam com a possibilidade de Temer, de fato, buscar a reeleição. Uma delas é a do seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que já manifestou interesse em concorrer e inclusive disse que o presidente Temer era um dos seus principais apoiadores para esta missão. Meirelles, aliás, cogita deixar o seu partido, PSD, para representar o MDB nas eleições caso seja o nome escolhido pela sigla.
"Todas essas questões serão objetos de conversas. Conversas inclusive com o Meirelles, que, aliás, é uma grande figura", elogiou Temer.

Conversa com o DEM será decisiva
A outra candidatura que poderia confrontar diretamente com a de Temer em termos de aliados seria a de Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados pelo Democratas, do estado do Rio de Janeiro. Pelo DEM, Maia já foi lançado como pré-candidato e tem adotado uma postura nesta direção já há alguns meses. Maia e Temer estiveram juntos, por exemplo, no anúncio do decreto da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O ato ocorreu na metade de fevereiro.

Segundo informou o jornal O Globo, Temer deverá se reunir ainda nesta semana com ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM. Na pauta estará justamente a possibilidade da tentativa de reeleição e a pré-candidatura de Maia.

Internamente, avalia-se que Temer deixará para tomar uma posição mais definitiva sobre as suas intenções políticas a partir das novas pesquisas.

Caso os pré-candidatos da base do governo não decolem nos números, ele pode entender que há terreno para a sua tentativa e, aí sim, se lançar. Só que suas avaliações populares de governo, vale lembrar, nunca foram muito positivas e chegaram a bater recordes de rejeição em momentos anteriores.

Político de larga trajetória parlamentar e um dos principais líderes do agora MDB, Michel Temer [VIDEO] foi duas vezes eleito vice-presidente na chapa encabeçada por Dilma Rousseff. Na segunda eleição, herdou o posto de presidente a partir do arrastado processo de impeachment que levou à destituição da petista em agosto de 2016. Desde então, Temer atua como o presidente da República.

Faltando cerca de seis meses para as eleições, o cenário político brasileiro segue bastante incerto. Nomes como Ciro Gomes, Jair Bolsonaro [VIDEO], Geraldo Alckmin e Marina Silva, todos eles já lançados como pré-candidatos por seus respectivos partidos, devem ser opções aos brasileiros nas urnas. Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, por sua vez, ainda aguarda as decisões judiciais a respeito de sua condenação em segunda instância para saber se poderá concorrer. #presidencia