S*xo sem dúvidas: saiba o que é mito e o que é verdade sobre o tema

S*xo sem dúvidas: saiba o que é mito e o que é verdade sobre o tema

De acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a forma de transmissão mais comum do vírus do HIV entre homens e mulheres maiores de 13 anos ainda é por meio de relações sexuais.

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De acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a forma de transmissão mais comum do vírus do HIV entre homens e mulheres maiores de 13 anos ainda é por meio de relações s*xuais. Enquanto isso, segundo a educadora s*xual e fisioterapeuta íntima Débora Padua, muitas mulheres sofrem com dores durante o s*xo e cerca de 5% da população feminina tem vaginismo ( condição que faz os músculos da vagina se contraírem e impede a penetração ), mas demoram a buscar tratamentos por vergonha ou falta de conhecimento. Aproveitando o Dia do S*xo, o Delas reuniu alguns mitos, verdades e curiosidades sobre o tema; confira:
A cam*sinha é o método contraceptivo mais eficaz
Não necessariamente, já que a porcentagem de eficácia da cam*sinha na hora de prevenir uma gravidez indesejada é parecida com a de outros métodos contraceptivos, como as pílulas anticoncepcionais e o DIU (todos ficam em torno dos 99%). Ainda assim, de acordo com a ginecologista Mariana Maldonado, a cam*sinha – tanto a masculina quanto a feminina – é o único método contraceptivo que também é capaz de prevenir a transmissão de doenças s*xualmente transmissíveis por criar uma barreira que impede a passagem de fluidos.

Entretanto, para que a camisinha cumpra o que promete, deve ser usada corretamente. É importante sempre escolher a camisinha do tamanho correto, não armazená-las em locais quentes e propícios a atrito (como a carteira, por exemplo), seguir as instruções corretamente na hora de colocá-la e ter certeza de que está tudo bem lubrificado para que ela não se rompa (evitando lubrificantes que não sejam à base de água).
A lubrificação é uma das coisas mais importantes na hora H
Verdade! Ao lado do consenso e da proteção, a lubrificação é essencial para que o a relação s*xual seja pr*zerosa e segura para todos os envolvidos. De acordo com a sexóloga Carla Cercarello, do site C-date, a vagina normalmente se lubrifica sozinha conforme a mulher vai ficando excitada, mas algumas têm dificuldades nessa hora. Segundo a especialista, negligenciar as preliminares e não usar um lubrificante artificial quando a mulher não consegue ficar úmida o suficiente faz com que a mucosa vaginal não se expanda como deveria, tornando a penetração dolorosa.
Carla afirma que, para que as preliminares sejam adequadas, é necessário que a mulher conheça os próprios desejos e que os parceiros estejam empenhados em dar pr*zer um ao outro. M*sturbar-se e conversar com a pessoa com quem está fazendo s*xo são duas boas formas de contornar a situação.
Se isso não for suficiente, um lubrificante artificial ajuda e muito, mas é importante ficar de olho na composição. Já que lubrificantes à base de silicone e óleo podem interferir na eficácia da camisinha, Carla recomenda o uso de produtos à base de água. Além disso, nada de apostar em “lubrificantes quebra-galho”, como óleo de coco, cremes hidratantes e saliva. Apesar de escorregadias, essas substâncias podem atrapalhar a brincadeira causando desconforto e até infecções.
Sentir dor durante o s*xo é normal
Isso é, definitivamente, um mito. Ainda assim essa queixa é frequente para um número bastante grande de mulheres. De acordo com um estudo realizado com cerca de 7 mil mulheres britânicas e publicado no “British Journal of Obstetrics and Gynaecology” mostra que 7,5% das mulheres entre os 16 e 74 anos que são s*xualmente ativas afirmam sentir dor na relação.
São diversos os fatores que podem gerar esse tipo de desconforto durante o s*xo. Na menopausa, por exemplo, o desequilíbrio na produção de hormônios faz com que a vagina fique menos lubrificada, aumentando a fricção na relação s*xual e gerando ardência. De acordo com Débora, é possível contornar a situação com lubrificantes especiais, reposição hormonal e até fisioterapia íntima, que estimula o canal vaginal com exercícios, tornando-o mais hidratado.
Há ainda outras questões físicas que podem causar dor durante a relação, como a dispareunia e o vaginismo. Na primeira condição, a mulher sente dores durante e até depois do s*xo, enquanto, na segunda, a penetração simplesmente não ocorre, já que os músculos da vagina se contraem e impedem a entrada de qualquer coisa, tornando o processo doloroso.
Esse tipo de problema pode, sim, ter causas físicas, como infecções ou DSTs , mas, de acordo com Débora, na maior parte das situações, as causas são psicológicas. Há a possibilidade de medos, quadros de depressão e ansiedade afetarem a relação que a mulher tem com a s*xualidade , fazendo com que ela “trave”. De acordo com ela, é preciso consultar um ginecologista para que ele possa fazer o diagnóstico e encaminhar para o tratamento adequado, seja com fisioterapia íntima ou até acompanhamento psicológico.
O hímen não é o principal responsável por queixas de dor na primeira vez
Verdade! Apesar de o rompimento desse pequeno trecho de pele que fica dentro do canal vaginal ser apontado como a causa de dores excruciantes quando a mulher perde a virgindade, não é bem verdade. De acordo com Livia Daia, ginecologista e obstetra da clínica Daia Venturieri, o rompimento do hímen pode, sim, causar algum desconforto, mas nada extremamente doloroso. A ginecologista explica que, normalmente, a dor na primeira vez está ligada à falta de relaxamento e de lubrificação da mulher na hora H.
A mulher precisa de penetração para ter pr*zer
Mito! Por mais que filmes adultos normalmente mostrem todas as mulheres delirando absurdamente quando são penetradas, isso não precisa necessariamente acontecer para que elas sintam pr*zer . Muitas delas, na realidade, mal conseguem chegar ao orgasmo se essa estimulação for a única.

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