Suspeito de ter matado a ex-esposa é encontrado morto

Suspeito de ter matado a ex-esposa é encontrado morto

Corpo de Ricardo Marin, de 39 anos, foi achado em um motel no bairro Agronomia, na manhã desta segunda-feira (16). Ele é o principal suspeito de ter matado Estelita Saldanha Penteado, de 37 anos, na

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Corpo de Ricardo Marin, de 39 anos, foi achado em um motel no bairro Agronomia, na manhã desta segunda-feira (16). Ele é o principal suspeito de ter matado Estelita Saldanha Penteado, de 37 anos, na noite de quinta-feira (12).

Foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (16), no bairro Agronomia, em Porto Alegre, Ricardo Marin, de 39 anos. Ele é o principal suspeito de ter matado a ex-esposa Estelita Saldanha Penteado, de 37 anos, na quinta-feira (12), em São Gabriel, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul.
De acordo com o delegado Rodrigo Machado Reis, titular da 1ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, o homem entrou sozinho em um motel na tarde de domingo (15). Como demorou para sair, os funcionários foram até o quarto e o encontraram enforcado.
A polícia consultou as câmeras de segurança do local, que não registraram a entrada de nenhuma outra pessoa no quarto. Por isso, a principal suspeita é que ele tenha cometido suicídio.
"Um laudo preliminar da perícia indicou que foi mesmo morte por asfixia, com uma corda", confirmou o delegado.
Marin estava foragido desde a quinta-feira passada, quando sua ex-companheira foi morta a facadas. Eles tiveram três filhos e mais de duas décadas de relacionamento, apesar de um processo de separação conturbado, que durava cerca de seis meses.
Grupo pediu justiça em São Gabriel
Grupo durante protesto pela morte de mulher em São Gabriel (Foto: Marcelo Ribeiro/Caderno 7) Grupo durante protesto pela morte de mulher em São Gabriel (Foto: Marcelo Ribeiro/Caderno 7)
Grupo durante protesto pela morte de mulher em São Gabriel (Foto: Marcelo Ribeiro/Caderno 7)
Familiares e amigos de Estelita Saldanha Penteado realizaram uma passeata na tarde de domingo. Com gritos por justiça, o grupo pediu agilidade na resolução do caso. "Chega de feminicídio", dizia um dos cartazes.
A mulher foi golpeada ao menos 10 vezes, no rosto e no abdômen, dentro de casa, no bairro Vivenda. Ela chegou a ser socorrida por vizinhos e levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

A vítima já tinha registado ocorrência contra o ex-marido. Contudo, os pedidos de medida protetiva foram indeferidos. De acordo com o Tribunal de Justiça, não houve relato de ameaça, mas de injúria, que é ofensa verbal contra a honra.
"As medidas protetivas foram indeferidas, e o Ministério Público postulou a extinção da punibilidade pelo decurso do prazo decadencial, caso a vítima não exercesse o direito de queixa, porque se tratava de injúria", explica a nota.
Os dois estavam se separando havia seis meses, mas ainda viviam no mesmo local: ela com as filhas no segundo piso da casa dos sogros, e ele no terceiro piso do mesmo local, onde acabavam mantendo contato diário.
No dia do crime, conforme apurou a polícia, o ex-marido deu carona para Estelita e, durante a noite, os dois chegaram a jantar juntos. No entanto, ele pediu para conversar com ela em seu quarto, no piso superior, onde a discussão acabou resultando na morte da vítima.

Fonte: G1 notícias

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