Silêncio sobre tiros no ônibus de Lula conclui que tudo não passou de uma grande armação

Silêncio sobre tiros no ônibus de Lula conclui que tudo não passou de uma grande armação

A notícia de que a comitiva do ex-presidente Lula teria recebido tiros durante o pequeno trajeto entre as cidades de Quedas do Iguaçu, no oeste do Paraná e a cidade de Laranjeiras do Sul está repleta de suspeições. As investigações em curso devem levar em conta que o suposto ataque pode ter sido forjado.

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Até o momento, absolutamente ninguém pode ainda precisar em que local teriam ocorrido os disparos encontrados na carroceria de um dos ônibus da comitiva. Num primeiro momento, os ocupantes do ônibus atingido, na maior parte jornalistas convidados pelo PT, afirmaram que não ouviram os disparos. As primeiras versões surgiram somente após perceberam o orifício supostamente produzido por bala quando o motorista do ônibus parou ao perceber que havia algo errado com os pneus. Dois deles foram perfurados por “miguelitos” – objetos pontiagudos usados para furar pneus e bloquear vias.

A possibilidade de algum manifestante ter colocado os objetos na estrada pela qual a comitiva passaria é concreta. No entanto, não é possível afirmar que os disparos ocorreram durante o trajeto ou quando os ônibus estavam estacionados antes da partida, rumo a Laranjeiras do Sul. Os primeiros relatos sobre o 'barulho de algo parecido com pedras' ocorreram apenas após a chegada da imprensa ao local.

O silêncio de autoridades, aliados de Lula e de artistas de esquerda em torno dos supostos ataques à comitiva do ex-presidente também é um sinal de que há algo muito estranho envolvendo o incidente. visita a um presídio em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte nesta quinta-feira, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia também silenciou ao ser questionada sobre os tiros nos ônibus da caravana do ex-presidente Lula.

O modo com que as autoridades e integrantes do próprio PT tratam o assunto agora é um sinal de que seria melhor para todos deixar tudo como está. Enquanto isso, todos se esquecem também que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo e contrário ao habeas corpus de Lula sofre ameaças justamente quando o assunto chegou ao STF. A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que não quis falar sobre os tiros na caravana de Lula, falou sobre as ameças contra Fachin: “Eu me preocupo com ameaças a ministros, tomo as providências que tenho de tomar. Se tem caso de agressão, tem de tomar providência, a presidência vai tomar. No meu caso, estou continuando com a minha vida, tem de manter a tranquilidade na medida do possível.”, resumiu.