PSICOLOGIA AO SEU ALCANCE: Natal: felicidade pra alguns, tristeza pra outros

PSICOLOGIA AO SEU ALCANCE: Natal: felicidade pra alguns, tristeza pra outros

Natal, data comemorativa do aniversário de Cristo e momento festivo nas famílias cristãs, movimenta toda a sociedade, desde comércio, aproximação dos amigos e parentes. Época em que as pessoas se

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Natal, data comemorativa do aniversário de Cristo e momento festivo nas famílias cristãs, movimenta toda a sociedade, desde comércio, aproximação dos amigos e parentes. Época em que as pessoas se cobram estar felizes e apresentam comportamentos fraternos.
As ruas estão mais bem cuidadas e bonitas, as vitrines estão mais iluminadas, escutam-se músicas natalinas por todos os lados e as pessoas ansiosas circulam com mais energia organizando as festas e esperando o grande dia.
Por outro lado, diversos estudos mostram que há um aumento de sofrimento psicológico similar a depressão na época de Natal e um aumento da taxa de suicídio, como mostra a pesquisa de Susan Nolen-Hoeksema, do departamento de psicologia da Yale University. O estudo revela que a taxa de suicídio nessa época do ano quase dobra: de 34 para 62 suicídios por milhão de pessoas.
Durante os mais de 20 anos como psicólogo percebo esses sofrimentos durante o Natal e muito em razão de ser uma época comum das reflexões do que foi feito durante o ano, do balanço positivo e negativo das realizações, consequentemente das comemorações e frustrações.
Também surgem as angústias diante da escolha: vou participar das festas em família? Como participar de uma festa que se cobra alegria, quando se está triste (término de relacionamento, morte de pessoa próxima, fracassos profissionais e conviver com quem se está brigado)?
Quando a pessoa está vivendo essa situação fica muito angustiada diante dessa decisão, pois ao participar das festas, estando mal, será questionada e cobrada para estar bem, como se a mudança do seu estado fosse apenas uma questão de escolha.
Se estiver brigada com algum familiar será repreendida caso não perdoe, mas, às vezes, nem está preparada, nem é caso de se aproximar. Caso não for, será apontada como alguém que prejudicou a festa e com isso sente-se culpada.
Como o Natal é uma festa cristã em que se comemora a vida, as pessoas que estão bem e alegres, que são a maioria, deveriam ser mais compreensivas com quem não está.
Na maior parte das vezes não precisa ajudar, basta deixar a pessoa se recolher e deixá-la em paz, a não ser nas situações em que há indicação suicida. Nesse caso deve haver cuidado redobrado.
Feliz Natal a todos! Que possam comemorar as festas de fim de ano em paz. Semana que vem escreverei como alcançar metas realizáveis para 2017.