Moradores da Vila Madalena reclamam de hostels e cogitam até mudança

Moradores da Vila Madalena reclamam de hostels e cogitam até mudança

Moradores da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, estão descontentes com a presença de hostels instalados na região. Este tipo de albergue, muito procurado por turistas e jovens que optam por

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Moradores da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, estão descontentes com a presença de hostels instalados na região. Este tipo de albergue, muito procurado por turistas e jovens que optam por estadias baratas, não tem agradado os proprietários de imóveis da região.

As queixas são contra o excesso de barulho, a realização de festas sem limite de horário e o consumo de drogas. Outras reclamações dão conta da existência de bares e restaurantes que supostamente estariam em situação irregular.

Uma parcela considerável destes estabelecimentos está localizada entre as ruas Harmonia e Pedro Ortiz. Uma moradora, que por questões de segurança prefere não se identificar, diz que a situação transformou o bairro numa "terra de ninguém". "Aqui não tem dia ou horário, é uma algazarra constante por causa destas pensões, uma falta de respeito", desabafa.

O Sindicato de hotéis, restaurantes, bares e similares de São Paulo reconhece a existência de 'hostels piratas'. Para Ênio Miranda, diretor da entidade, há pessoas que acreditam ser possível montar uma pousada em qualquer lugar. "Infelizmente, existem muitas empresas com problemas na documentação", destaca o sindicalista.

Incômodo
A contadora aposentada Bluma Burman, de 91 anos, mora em um sobrado no bairro há mais de quatro décadas. Para ela, a única solução será a mudança. "Eu nunca imaginei passar por isto nesta altura da minha vida, eu sequer posso ver televisão", diz.

Quanto ao hostel localizado em frente à residência da idosa, a Prefeitura informou que o local está com a documentação em ordem. O comunicado segue destacando que fiscais do Programa de Silêncio Urbano- PSIU farão uma vistoria no próximo final de semana.

Abaixo, a íntegra da nota emitida pela PMSP:

"A Prefeitura Regional Pinheiros informa que realizou uma vistoria, conforme os dados fornecidos pela reclamante, e no momento da ação o local estava fechado. Uma nova vistoria foi feita na última terça-feira e foi apresentado o auto de licença de funcionamento nº 2015/13.072-00 deferido em 2015. O Programa de Silêncio Urbano (PSIU) agendou vistoria no local para o próximo final de semana".

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