Miss acusada de planejar sequestro de empresário é considerada foragida da Justiça

Miss acusada de planejar sequestro de empresário é considerada foragida da Justiça

Segundo informações, Karina Cristina rompeu a tornozeleira eletrônica.

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Eleita Miss Pinhais no Paraná (2016), Karina Cristina é acusada de planejar o sequestro de um empresário paranaense junto com o namorado, o ex-policial militar Janerson Gregório, de 27 anos. O crime aconteceu em 2017 e o casal foi preso em agosto do mesmo ano.

Em outubro do ano passado, Karina conseguiu na Justiça o direito de cumprir o resto da pena em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Depois de sete meses cumprindo pena, no último sábado, 2, ela conseguiu retirar o equipamento do tornozelo e está foragida. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp/PR).

Nesta segunda-feira, 4, o ex-policial Gregório também fugiu do Batalhão de Polícia de Guarda de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. Por meio de nota, a Polícia Militar afirma que está fazendo buscas na região na tentativa de localizar Janerson. A polícia também vai abrir um inquérito para investigar se houve facilitação na fuga.

Procurado pela equipe de reportagem do portal G1, o advogado de defesa do casal não quis se manifestar sobre o assunto. Além de Janerson e Karina, outras duas pessoas também foram presas por envolvimento no sequestro.

Mandado de recaptura

Após a fuga de Janerson, a 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais expediu um mandado de recaptura contra ele. Segundo informações, o juiz Siderlei Ostrufka Cordeiro solicitou que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) se manifeste sobre o rompimento da tornozeleira de Karina Cristina.

Relembre o caso

Na noite do dia 29 de agosto de 2017, Janerson foi preso por suspeita de participação em sequestro seguido de extorsão. Segundo informações, na época os bandidos combinaram um encontro com um empresário de Curitiba e, ao chegar ao local combinado, o homem foi rendido pelos criminosos.

Em seu depoimento, a vítima contou que, quando chegou ao local combinado para a reunião, os bandidos o abordaram colocando uma arma em seu rosto e o levaram até um cativeiro. Na época, os sequestradores entraram em contato com familiares do empresário pedindo dinheiro, entretanto, a família procurou o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

A quadrilha de Gregório foi desarticulada durante uma investigação na qual o veículo do empresário estava sendo monitorado por agentes da Polícia Civil. Na ocasião, o suspeito foi preso no momento em que estava pegando o carro da vítima.

De acordo com o delegado Luis Fernando Artigas Júnior, além do sequestro, Janerson teria roubado o carro do empresário. E, quando ele foi pegar o veículo, os investigadores conseguiram prender um dos sequestradores.