Médico que atestou suicídio de Renata Muggiati é indiciado por falsa perícia

Médico que atestou suicídio de Renata Muggiati é indiciado por falsa perícia

Informação foi confirmada pela Polícia

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Informação foi confirmada pela Polícia CivilO médico-legista Daniel Colman, que atestou suicídio na morte da fisiculturista Renata Muggiati, foi indiciado por falsa perícia. A informação foi confirmada pelo Departamento da Polícia Civil do Paraná, que disse ainda não poder dar mais detalhes porque o caso tramita em segredo de justiça. Ainda nesta quinta-feira (12), as testemunhas de defesa de Raphael Suss Marques, acusado de ser o responsável pelo crime, foram ouvidas no Juizado da Violência Doméstica de Curitiba.
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Médico que atestou suicídio de Renata Muggiati é indiciado por falsa perícia
Informação foi confirmada pela Polícia Civil
Por Felipe Ribeiro em 12 de Abril, 2018 as 18h21.





O médico-legista Daniel Colman, que atestou suicídio na morte da fisiculturista Renata Muggiati, foi indiciado por falsa perícia. A informação foi confirmada pelo Departamento da Polícia Civil do Paraná, que disse ainda não poder dar mais detalhes porque o caso tramita em segredo de justiça. Ainda nesta quinta-feira (12), as testemunhas de defesa de Raphael Suss Marques, acusado de ser o responsável pelo crime, foram ouvidas no Juizado da Violência Doméstica de Curitiba.

Esse primeiro laudo do Instituto Médico-Legal (IML), feito por Colman, indicou que Renata havia se suicidado no dia 12 de setembro de 2015, ao se jogar do 31ª andar de um prédio em Curitiba. Posteriormente a isso, outros quatro legistas apontaram que Renata foi asfixiada por Suss antes da queda.

Advogado da família de Renata e assistente de acusação no caso, Claudio Dalledone, já havia dito à Banda B que havia uma desconfiança sobre a conduta de Colman. “Existe a controvérsia. Um laudo de um médico apontando para o suicídio e outros quatro médicos dizendo o contrário, de que houve morte violenta. As autoridades desconfiam desta versão isolada e esta conduta segue sendo investigada sob sigilo. Se for comprovado que houve uma fraude, espero que seja recomendada até a prisão dos envolvidos”, afirmou.

Diante da notícia do indiciamento, a Direção da Polícia Científica do Paraná vai afastar o servidor das funções no Instituto Médico Legal (IML). “Sobre o procedimento administrativo disciplinar aberto contra ele na época dos fatos a Polícia Científica já concluiu os trabalhos recomendando a demissão do servidor. Este procedimento foi encaminhado para Secretaria da Segurança Pública do Paraná e está no departamento jurídico da pasta para análise e parecer. Caso seja acolhida a decisão, o procedimento será remetido à governadora do Estado para última análise”, disse a nota da Polícia Civil.

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