Maçonaria e Satanismo

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Maçonaria

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Maçonaria Espiritual

Finalizando a proposta de dividir a Maçonaria em três caminhos, hoje falaremos da Maçonaria Espiritual, um tema que – na grande maioria das vezes – gera muita discussão.

Primeiramente, falamos sobre a Maçonaria Social, que envolveu a atuação da Ordem externamente – ou seja, com relação à sociedade.

Tratamos também da Maçonaria Filosófica, que era o processo interno, a ideologia que é aprendida dentro da Ordem – e que merece a devida reflexão.

Antes de começar, para os que não estão muito familiarizados, é importante saber que o Simbolismo é parte importantíssima da Ordem. Além da ideologia que já vem expressa de forma escrita, em nossos Rituais, todo o resto é ensinado através do entendimento de cada Símbolo.

Alguns preferem se limitar ao significado pragmático dos símbolos. Nesse contexto, a dificuldade se dá em buscar documentos que possam esclarecer cada um deles. Quando se encontra, passa-se a ter o entendimento de como que o Símbolo foi inserido dentro daquele contexto e assim temos nossa explicação histórica do símbolo, dentro da Ordem.

No entanto, os Símbolos em si representam muito mais do que isso. Eles não só são capazes de trazer diversos outros conhecimentos para o Iniciado (referentes a outras civilizações e culturas) como também servem de “recurso didático”, com relação as nossas virtudes e ideais.

Todavia, eu compreendo quem prefere evitar isso, afinal, não são poucos os maçons que se perdem em divagações – mas isso é assunto para outra hora.

Simbolismo Místico-Ocultista

O que nos interessa, nesse momento, são os símbolos e as práticas litúrgicas que nos remetem as questões místico-ocultistas.

Nossos símbolos podem ser encontrados em diversas culturas e nas antigas “escolas de mistério”. Se estudarmos esses símbolos, de forma profunda, nosso conhecimento, acerca dessas “mistérios”, será bem mais claro.

Concordando ou não, será uma grande fonte de conhecimento. Alguns veêm tudo isso como um grande quebra-cabeça, onde todas essas regras são aplicadas no mundo espiritual.

O mesmo também acontece com algumas de nossas práticas litúrgicas, onde determinada movimentação (e/ou atuação) poderiam ser interpretadas como proveniente de uma “religião x ou y”.

Ocultismo na Ritualística

Pode estar parecendo, mas eu não vim aqui defender qualquer corrente de pensamento ocultista, em específico. Muito menos defender que toda prática “ocultista”, que possa ser referenciado na Ordem, é real.

A grande questão aqui é, podemos admitir esses conceitos como verdadeiros? Bem, se anteriormente você já acreditava, ou admitia como verdade, a corrente que estiver sendo apresentada na Ordem, não há porque você achar que ela não é verdadeira, dentro da Loja.

Qualquer procedimento análogo a alguma corrente religiosa, por exemplo pode ser entendido como tal, por aquele que o pratica.

Se o Maçon é de uma religião espiritualista, cuja as velas tem efeitos metafísicos (que variam de acordo com a cor e o horário em que elas são acesas) não há porque ele achar que, se feito em Loja, aquele efeito não existirá.

Durante os muitos graus (dos diversos ritos) vão haver práticas relacionadas a diversas religiões, da mesma forma como vão haver, igualmente, alguns materiais ritualísticos, que serão utilizados nesses graus, que poderão ter essas mesmas relações.

O que costuma acontecer é que os Ocultistas são pessoas preocupadas com os “efeitos metafísicos práticos”, portanto, não costumam se importar em que religião ou doutrina aquela prática se encontra e acabam por admitir toda aquela estrutura como sendo parte do “universo ocultista” (e é por isso que existe uma literatura tão rica, com relação a isso, na Ordem).

Aos maçons que apenas procuram conhecer, por curiosidade, ou, para os que preferem não tratar desses assuntos, podem deixar de lado, não há qualquer problema com relação a isso. A obrigação do Maçon é com a Virtude e não com possíveis questões metafísicas.

Gnose e Egrégora

Independente das questões particulares, que envolvem os símbolos e utensílios ritualísticos, existem dois temas de grande importância para os que estudam o ocultismo na Ordem. Se trata da Gnose e da Egrégora.

São importantes porque não se trata de uma prática ou interpretação isolada, mas sim da consequência espiritual de nossas cerimônias, como um todo.

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Egrégora é uma expressão que, segundo Rizzardo, começou a ser usada no Brasil, com freqüência, por volta dos anos 80 – através da própria Maçonaria.

A Egrégora, para resumir – e não ter que dar exemplos enormes, como os do Rizzardo – pode ser entendida como “o conjunto de pensamento que visa um objetivo central”.

E porque o pensamento teria esse poder?

Segundo as três maiores correntes de pensamento místicas (a Teosofia, o Martinismo e o Rosacrucianismo), tudo o que você pensa é projetado em um “mundo” chamado “Plano Mental”, onde tudo que é produzido pela mente existe. A partir daí, seria possível trazer essas idéias para o “Plano Astral”, que é o Plano onde existem as energias e os espíritos. Ele, teoricamente, está sobre o “Plano Físico” (onde estamos agora), mas só seria possível enxergá-lo através da Mediunidade.

Me faço entender?

[Se você já é ocultista, ignore essa explicação pouco detalhista. Ela é direcionada para quem nunca ouviu falar sobre o assunto e precisa entender questões complexas nesse pequeno espaço.]

É em virtude disso que todas as Cerimônias Ritualísticas, feitas incessantemente, produziriam um efeito no Astral, criando essa Egrégora, que fortalece todos os Maçons e os ajudam a ter mais forças para praticar a virtude.

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A Gnose (excluindo as correntes de pensamento que se auto-denominam assim) tem haver com o conhecimento através da iluminação. É simples, é pura intuição ocultista.

Através da iniciação o Maçon seria submetido a um processo que facilitaria o seu conhecimento “natural” com relação a questões da Ordem.

Vou dar um rápido e simples exemplo.

Imagine que a meditação sobre um símbolo te traga informações que você nunca teve e que apareceram, na sua mente, como um “insight”. Digamos também que, ao buscar informações sobre aquilo que veio a sua mente, você assustadoramente, vê que a informação estava correta – sem você nunca ter ouvido falar daquilo antes.

A Gnose, em teoria, é o processo que permitiu que isso acontecesse e que teria sido facilitada quando utilizada dentro do universo maçônico.

O exemplo também poderia ocorrer enquanto você lê um livro sobre o assunto e surge uma pergunta cuja resposta aparece, prontamente, na sua mente – logo após ser feita.

Enfim, esses são apenas exemplos simples, para ilustrar. Acho que foi possível esclarecer o que seriam essas “aberturas de portais”, para o iniciado.

Como eu disse acima, ambos são consequências das cerimônias ritualísticas, que permitiriam a criação (e manutenção) de uma Egrégora para a Ordem e que abriria os “portais da intuição” para aquele que passa por essa cerimônia.

Finalizando…

Ainda existe muita rejeição, em Loja, de questões como essas, mas devo dizer que não vejo motivo para tal – e esse Post tentou explicar um pouco disso.

Não existe motivo para alguém dizer: “Não acredito nessas coisas”. Acreditar ou não é completamente irrelevante nesse processo.

Essa análise é feita para a relação da ritualística com o universo místico-ocultista. Se você apenas tem a sua crença no Grande Arquiteto e não tem qualquer concepção metafísica além dessa, receba essa informação apenas como o conhecimento acerca dessas correntes de pensamento ocultista.

Particularmente, penso que fazer uso da palavra para comentários acerca da insatisfação com esse tipo de “instrução” apenas faz com que você – e os demais que estiverem presentes – gastem um valioso tempo.

Há mais de dois séculos que já existe uma literatura maçônica riquíssima com relação ao Ocultismo e Misticismo na Ordem. Se você não a conhece, aproveite essa oportunidade (quando o tema aparecer em Loja) para conhecer.

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