Guerra civil na Síria já matou mais de 400 mil pessoas nos últimos 7 anos

Guerra civil na Síria já matou mais de 400 mil pessoas nos últimos 7 anos

Ao todo, 5 milhões de pessoas fugiram do país. Outras 6 milhões tiveram que deixar suas casas.

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A guerra civil na Síria já matou mais de 400 mil pessoas nos últimos sete anos. E além das grandes potências, envolve também países vizinhos.

A tragédia do povo Sírio se espalha pelos acampamentos de refugiados nos países vizinhos e na Europa.

Ao todo, 5 milhões de pessoas fugiram do país. Outras 6 milhões tiveram que deixar suas casas.

E o mapa da tragédia Síria é difícil de ser desenhado. A Síria vive sob uma ditadura há quase 50 anos. Primeiro com Hafez al-Assad, que governou por 30 anos.

E, desde sua morte em 2000, com o filho dele que herdou o poder, o atual ditador Bashar al-Assad.

OS protestos por democracia começaram em 2011. Influenciados pela primavera Árabe nos países vizinhos os sírios foram às ruas pedir a mudança do regime.

Bashar al-Assad respondeu com armas. Os protestos logo se tornariam uma guerra civil que se estende há 7 anos.

Os rebeldes, que o governo Sírio chama de terroristas, chegaram a ocupar boa parte do país.
Mas com a ajuda da Rússia, que passou a apoiar Assad com bombardeios em 2015, o governo conseguiu retomar a maior parte das cidades.

A Rússia tem bases navais e aéreas na Síria consideradas estratégicas, por causa do acesso ao mar Mediterrâneo.

Mas o mapa dos conflitos na Síria não tem só essas duas cores. Aproveitando o caos da guerra civil grupos terroristas ocuparam territórios.

O Grupo terrorista Estado Islâmico, surgido no Iraque, avançou no território sírio.
Esses terroristas foram combatidos pelo governo Sírio, e também por uma coalizão apoiada pelos Estados Unidos.

Apesar de sofrer derrotas consecutivas, o Estado Islâmico continua dominando pequenas regiões.

Parte do norte do país está sob o controle dos Curdos. Eles combateram o Estado Islâmico e querem um governo próprio. Mas para isso, enfrentam a vizinha Turquia.

O regime de Assad é apoiado também pelo Irã, que mandou para o país milícias treinadas pelo Hezbollah, que dominam uma área a oeste de Damasco.

Israel recentemente bombardeou essas áreas para impedir que armas do Irã cheguem até o grupo.

As intervenções americanas na Síria aconteceram em momentos e por motivos diferentes.
Na luta contra os terroristas os estados unidos armaram e apoiaram os curdos. E em 2013 veio a primeira grande tensão por causa de um ataque com armas químicas.

O ataque foi o maior e mais mortal, e aconteceu em Goutha. Deixou quase 1500 pessoas mortas. Na época, o governo Obama chegou a discutir um ataque. Mas com a intervenção da Rússia, a Síria prometeu entregar todas as armas químicas.

Mas um ano atrás a mesma região foi atingida novamente por um ataque químico. Dessa vez, já sob o governo Trump, os estados unidos retaliaram mandando quase 60 mísseis e destruindo instalações militares.


Agora as armas químicas voltam ao mapa da Síria, complicando ainda mais o futuro de um pais despedaçado.