Gás de cozinha tem aumento de R$ 20 em 2 meses e reajuste pesa para consumidor

Gás de cozinha tem aumento de R$ 20 em 2 meses e reajuste pesa para consumidor

Os aumentos constantes de preço do gás de cozinha estão pensando no bolso do consumidor. Em Palmas, por exemplo, o botijão custa cerca de R$ 90. Para evitar altas, a Petrobras fará um novo c

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Os aumentos constantes de preço do gás de cozinha estão pensando no
bolso do consumidor. Em Palmas, por exemplo, o botijão custa cerca de R$
90. Para evitar altas, a Petrobras fará um novo cálculo. Mesmo assim, os economistas não enxergam a medida com otimismo.


Ainda não se definiu a nova fórmula, mas já foram fixados alguns
parâmetros. Por exemplo, a correção do preço não deverá mais ser mensal.
Com isso, evita-se a incorporação de aumentos de preços do gás no
mercado internacional, sujeitos a grandes variações no curto prazo.


A aposentada Raimunda Cirqueira viu o preço do botijão de gás subir R$
20 em menos de dois meses na capital. Como não dá para economizar nas
refeições, ela procura não usar o forno para tentar fazer o gás render
mais. De qualquer forma, esse é um item que tem pesado cada vez mais no
orçamento. "É complicado para quem ganha um salário mínimo. Fica difícil
a sobrevivência", desabafa.


O preço do gás de cozinha cobrado das distribuidoras aumentou em 68%
nos últimos seis meses. O valor não foi totalmente repassado os
consumidores, mas em Palmas, o botijão que há dois meses saía por R$ 70,
já custa cerca de R$ 90 reais.


A variação constante se deve a forma como o preço é calculado pela
Petrobras, baseado no mercado internacional. Com tantas mudanças em tão
pouco tempo, o consumidor acaba sem saber a quem recorrer e se sentindo
perdido. Já que os reajustes acontecem com cada vez mais frequência e
sem aviso.


Para o economista Marcello Bezerra, a mudança não deve ser positiva.
"Eu não acredito que vá haver redução de preço, justamente por causa da
nova metodologia. De qualquer forma acredito que vão fazer um
escalonamento menor, ou seja, vão aumentar de forma mais devagar e não
de acordo com o mercado internacional."