Embaixador russo na ONU diz que não descarta guerra se EUA atacarem a Síria

Embaixador russo na ONU diz que não descarta guerra se EUA atacarem a Síria

carem a Síria Vassily Nebenzia pede que EUA e seus aliados não utilizem a força contra a Síria. Por G1 12/04/2018 15h45 Atualizado há 4 horas Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU; missão do

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carem a Síria
Vassily Nebenzia pede que EUA e seus aliados não utilizem a força contra a Síria.
Por G1

12/04/2018 15h45 Atualizado há 4 horas

Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU; missão do país na organização teve membros expulsos pelos EUA (Foto: Shannon Stapleton/Reuters) Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU; missão do país na organização teve membros expulsos pelos EUA (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)
Vassily Nebenzia, embaixador russo na ONU; missão do país na organização teve membros expulsos pelos EUA (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, pediu nesta quinta-feira (12) que os Estados Unidos e seus aliados se abstenham de uma ação militar contra a Síria em resposta a um suposto ataque de armas químicas do regime de Bashar al-Assad na cidade de Duma. Ele acrescentou que "a prioridade imediata é evitar o perigo de guerra".

Perguntado se estava se referindo a uma guerra entre os Estados Unidos e a Rússia, ele disse a repórteres: “Não podemos excluir nenhuma possibilidade, infelizmente, porque vimos mensagens vindas de Washington. Elas eram muito belicosas ”.
"Eles sabem que estamos lá, gostaria que houvesse diálogo através dos canais apropriados para evitar desenvolvimentos perigosos", disse Nebenzia. "O perigo de escalada é maior do que simplesmente a Síria porque nossos militares estão lá ... Então a situação é muito perigosa."

'Violação'
O russo também defendeu nesta quinta que a mera ameaça de um ataque por parte dos EUA é uma "clara violação" da Carta da ONU. "Esperamos que haja um ponto de retorno, que os EUA e seus aliados desistam de uma ação militar contra um Estado soberano", indicou Nebenzia.

A reunião no Conselho de Segurança foi convocado pela Bolívia para discutir as ameaças feitas nesta quarta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que mísseis "bacanas, novos e inteligentes" estão chegando à Síria em retaliação ao suposto ataque químico de 7 de abril.

Os EUA acusam o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, aliado de Kremlin, de ser responsável pelo ataque. A Síria e a Rússia negam que tenham usado armas químicas.

Nova reunião do CS
O embaixador russo na ONU disse que seu país pediu uma nova reunião do Conselho de Segurança para analisar com o secretário-geral, António Guterres, as tensões na Síria. Ainda não há data para o encontro, mas Nebenzia acredita que ele será realizado em breve.


O presidente americano Donald Trump havia elevado a tensão com a Rússia nesta quarta (11) dizendo que mísseis "bacanas, novos e inteligentes" estavam chegando à Síria em resposta ao suposto ataque químico. Mas nesta quinta ele mudou sua linha de discurso, afirmando que nunca disse quando o ataque contra a Síria iria ocorrer.

"Nunca disse quando um ataque à Síria aconteceria. Poderia ser muito em breve ou não! De qualquer forma, os Estados Unidos, sob minha administração, fizeram um ótimo trabalho livrando a região do ISIS [Estado Islâmico]. Onde está o nosso "Obrigado América?", afirmou Trump no Twitter.

Trump em reunião de gabinete nesta segunda-feira (9) em Washington (Foto: AP/Evan Vucci) Trump em reunião de gabinete nesta segunda-feira (9) em Washington (Foto: AP/Evan Vucci)
Trump em reunião de gabinete nesta segunda-feira (9) em Washington (Foto: AP/Evan Vucci)
'Provas'
Enquanto isso, o presidente francês Emmanuel Macron declarou que tem "provas" de que o regime sírio usou armas químicas em 7 de abril em Duma e prometeu tomar suas decisões no "devido tempo", em coordenação com os Estados Unidos.

"Temos provas de que na semana passada, quase dez dias atrás, armas químicas foram usadas, pelo menos o cloro, e que elas foram usadas pelo regime de Bashar al-Assad", disse Macron.