Caso Vitória: corpo da menina foi encontrado com pés e mãos amarrados, diz advogado

Caso Vitória: corpo da menina foi encontrado com pés e mãos amarrados, diz advogado

Roberto Guastelli, advogado que acompanha o caso, afirma que adolescente estava morta há sete ou oito dias e acredita em vingança. Segundo ele, familiares e suspeitos devem ser ouvidos ainda nesta

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Roberto Guastelli, advogado que acompanha o caso, afirma que adolescente estava morta há sete ou oito dias e acredita em vingança. Segundo ele, familiares e suspeitos devem ser ouvidos ainda nesta semana em Araçariguama.


A familia de Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, tenta descobrir o que aconteceu com a menina encontrada morta em uma mata após oito dias desaparecida. O enterro foi neste domingo (17), em Araçariguama (SP), cidade onde ela vivia com a mãe.
O advogado da família disse que o corpo da menina estava com os pés e as mãos amarrados. A polícia não confirma, porque o caso está sob sigilo.
Em entrevista ao G1, na manhã desta segunda-feira (18), o advogado Roberto Guastelli contou que, tem convicções de que o crime foi motivado por vingança, pelo modo como o corpo foi encontrado. A polícia também não confirma esta hipótese, e investiga o caso.
O advogado não soube explicar o que teria motivado esta vingança e nem se o alvo seria mesmo a criança ou se a teriam confundido com outra. A polícia aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar as causas da morte.

“Ela foi encontrada com os pés e com as mãos amarrados e morta por asfixia e esganadura. Pelo histórico profissional que tenho, percebo que é uma vingança, pois não teve crime sexual envolvido ou qualquer outra motivação de outro crime”, afirma o advogado.
advogado afirma que teve acesso a informações do IML. “Vitória Gabrielly já estava morta há sete ou oito dias, ou seja, ela foi morta no mesmo dia em que sumiu. Só não sabemos se ela estava lá desde o dia 8 de junho ou se foi colocada depois”, diz.
O corpo da jovem foi encontrado na Estrada de Aparecidinha, no bairro Caxambu, por volta das 13h de sábado (16). Segundo a PM, ela estava ao lado dos patins e com a mesma roupa que vestia no dia do desaparecimento.


Em contraponto, Roberto afirma que, até o momento, os pais da menina não disseram ou deram indícios de terem problemas com outras pessoas.
“De qualquer forma, eles devem ser ouvidos novamente, pois às vezes, no calor do momento, podem ter esquecido de algum detalhe importante”, diz.

Buscas pela região
Roberto disse ao G1 que equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) fizeram buscas pela estrada vicinal, na Zona Rural de Araçariguama, onde o corpo foi encontrado. “Eles passaram por lá, mas não encontraram o corpo porque estava a cinco metros para dentro da mata”, conta.
A Prefeitura de Araçariguama, que responde pela GCM, informou que as buscam foram efetuadas próximo ao local, mas não exatamente no ponto onde o corpo da menina foi encontrado.
Se tentarem te pegar, você corre'
Em entrevista gravada na sexta-feira (15), um dia antes do corpo ter sido encontrado, a mãe Rosana Guimarães disse que teve um pressentimento ruim e fez alerta à menina.
"Filha, cuidado na hora se te abordarem, se [alguém] te chamar na porta de um carro, você não vai. Se tentarem te pegar, você corre, você grita. Mas se ainda te pegarem, filha, você clama a Deus, que Deus vai cuidar de você."Sentada na cama da filha, ainda em meio às investigações da polícia e a aflição de não saber o paradeiro dela, Rosana contou ter sentido que algo poderia acontecer.
"Eu senti. Deus usou e falou pra ela, entendeu?", relatou a mãe da menina Vitória.
Em entrevista ao G1, Rosana agradeceu a solidariedade da população de Araçariguama e de cidades da região pela ajuda nas buscas da adolescente.
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