Caso Vitoria, Ameaças nao passavam apenas de trotes diz Delegada de Araçariguama

Caso Vitoria, Ameaças nao passavam apenas de trotes diz Delegada de Araçariguama

Ameaças enviadas para mãe de Vitória são trote.

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Ameaças enviadas para mãe de Vitória são trote.

A Polícia Civil em Araçariguama, no interior de São Paulo, acaba de afirmar que as ameaças feitas à mãe da menina Vitória Gabrielly, encontrada morta oito dias depois de desaparecer ao sair para brincar de patins, eram trote. Segundo a delegada Bruna Madureira, responsável pelas investigações, em todos os casos de repercussão essa pessoa é envolvida. A descoberta dos trotes foi feita por meio do cadastro do número do telefone de onde partiram as ameaças.

“O cadastro desse telefone dá um nome X. Essa pessoa X vamos chamar de Zé. Todo crime de repercussão alguém faz uma denúncia dizendo que foi o Zé, ou usam um telefone no nome de Zé, como se ele estivesse envolvido no crime. Mas não é o Zé, é sempre alguém querendo incriminar o Zé”, explicou a delegada.

Bruna lamentou o fato de ter de interromper as investigações sobre o crime para apurar uma ameaça que não tem relevância nenhuma. “Muito mais importante do que tudo isso é descobrir quem matou a menina e não quem está mandando essas mensagens. Isso não é relevante, mas diante de toda essa repercussão temos que parar de investigar o homicídio e explicar uma coisa que não tem nada a ver com o crime”, desabafa.

A polícia não informou a identidade da pessoa que costuma passar esses trotes e nem se serão tomadas providências, mas afirmou que se trata de uma pessoa “conhecida da polícia”. “Eu nem precisei falar o sobrenome e o pessoal do DHPP [Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa] já sabia quem era”, finalizou a delegada.