Bolsonaro e Marina apostam nas redes sociais e no engajamento de eleitores

Bolsonaro e Marina apostam nas redes sociais e no engajamento de eleitores

Pré-candidatos que aparecem com destaque nas pesquisas, Jair Bolsonaro e Marina Silva não terão quase tempo de propaganda em rádio e TV. A situação é bem diferente de outros partidos como PSDB de Alckmin, que negocia ampla aliança para ter maior tempo de exposição.

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Pré-candidatos que aparecem com destaque nas pesquisas, Jair Bolsonaro e Marina Silva não terão quase tempo de propaganda em rádio e TV. A situação é bem diferente de outros partidos como PSDB de Alckmin, que negocia ampla aliança para ter maior tempo de exposição.
POR RAQUEL MIÚRA

Dois pré-candidatos que aparecem com destaque nas pesquisas - Jair Bolsonaro e Marina Silva - terão quase nada de tempo no rádio e na TV; talvez dez segundos. Bem diferente de outros partidos como PSDB de Alckmin, que negocia ampla aliança, mas ainda não deslanchou; o MDB de Henrique Meirelles, que tem de provar que têm chance; e o PT de Lula, que ainda briga com a Justiça. No meio, Ciro Gomes, do PDT, com estrutura mediana.

Para apoiadores de Bolsonaro, como o deputado Delegado Valdir, o militar tem um percentual consolidado de apoio que pode lhe garantir vaga no segundo turno, ainda mais numa eleição pulverizada. Eles vão continuar investindo em viagens e nas redes sociais:


“Ele conquistou isso com base nas redes sociais. Ele é líder em Goiás, no Acre, estados onde ele não tem espaço na grande mídia. E o eleitor dele é file. Nós estamos mobilizados em milhares de grupos nas redes sociais, whatsapp e Facebook”, disse.


Já Marina Silva vai lançar candidatos da Rede aos governos ou ao Senado nas 27 unidades da federação para lhe dar palanque nesses locais; e aposta, diz o senador Randolfe Rodrigues, na mobilização civil:


“A televisão é importante ainda, mas não é tudo, principalmente nesta eleição. E nós estamos buscando alianças com os chamados organismos vivos da sociedade. Existem movimentos com o Acredito! que já formalizaram o apoio a candidatura”, explica.

Bolsonaro e Marina esperam também os debates na TV aberta, quando terão tempo igual ao de seus concorrentes. O cientista político Ricardo Ismael da PUC-Rio diz que isso é de fato importante.

“O eleitor de maior renda tem outras fontes de informação: jornais, internet, etc. Mas o eleitorado mais popular, que é um eleitorado muito grande e decisivo, é muito influenciado pela campanha na TV”, comentou.

O PSL de Bolonaro tem nove deputados e isso lhe assegura espaço nos debates. A Rede de Marina tem três congressistas, dois a menos que o exigido, mas acha que pelo desempenho dela na pesquisa as emissoras vão lhe assegurar o convite.
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